A gestão judicial da Oi informou hoje à Justiça que concluiu a estruturação da UPI Oi Soluções, unidade B2B do grupo, avaliada em 1,417 bilhão de reais, conforme laudo econômico-financeiro da G5 Partners. A proposta integra a estratégia de liquidação ordenada de ativos da companhia e pode resultar na alienação pública ou no uso da unidade como garantia para obtenção de liquidez imediata.
A unidade foi concebida para reunir todos os contratos e negócios B2B da Oi voltados à conectividade, serviços digitais e tecnologia da informação para clientes corporativos. O escopo inclui a base de clientes, contratos públicos e privados, receitas, custos, fornecedores e demais elementos econômicos relacionados à atuação corporativa da companhia.
A operação B2B foi organizada com 100% dos ativos do grupo nessa área, englobando serviços de telecomunicações, soluções de conectividade e serviços de TI prestados diretamente a pessoas jurídicas usuárias finais. Também foram incluídos contratos e a base de clientes no escopo dessa unidade, em estrutura pensada para preservar a atividade econômica durante a recuperação judicial.
A modelagem apresentada pela gestão judicial sustenta que a transferência da operação com contratos vigentes aumenta o valor agregado do ativo, por se tratar da venda de uma unidade em funcionamento, no modelo going concern. O cenário contempla manter a continuidade do negócio sob uma nova estrutura corporativa, com o objetivo de garantir liquidez para a Oi.
Os ativos que eram da concessão de telefonia fixa ficaram fora da UPI Oi Soluções. Tal operação foi arrematada recentemente pela Método Telecom, em leilão judicial, reunindo STFC, serviços tridígito, interconexão e a continuidade da prestação do serviço de voz fixa em diversas localidades, mantendo compromissos regulatórios com a Anatel.
A G5 Partners foi contratada para formular a avaliação econômico-financeira da unidade. O laudo estimou um valor entre R$ 1,272 bilhão e R$ 1,599 bilhão, com mediana de R$ 1,417 bilhão, equivalente a 1,4 vez o valor da receita em enterprise value, com base em fluxo de caixa descontado. Grandes empresas já teriam manifestado interesse, segundo o relatório, embora o documento não identifique quais grupos fizeram consultas ou propostas.
A gestão judicial sustenta que a estrutura pode gerar liquidez imediata para a Oi e apoiar o cumprimento do plano de recuperação judicial, beneficiando credores e a continuidade da atividade. Os caminhos possíveis incluem alienação pública da UPI ou uso da unidade como garantia para obtenção de recursos, sempre com a preservação da atividade B2B sob uma nova estrutura corporativa.