A Serede, subsidiária da Oi responsável pela manutenção, comunicou nesta segunda-feira (22/12) a demissão em massa de 4.759 trabalhadores e a rescisão de todos os contratos de trabalho. A empresa também solicitou a devolução imediata de ferramentas e veículos, e informou que o saque do FGTS será possível mesmo sem homologação sindical ou sentença da Justiça do Trabalho.
_as federações nacionais dos trabalhadores em telecomunicações (FITRATELP, FENATTEL e FITTLIVRE) reagiram de imediato, chamando a medida de afronta aos direitos sociais e criticando a visão burocrática que não leva em conta o drama de milhares de famílias._
Segundo as federações, a rescisão automática de todos os contratos e a exigência de devolução de equipamentos desconsideram a complexidade da operação e o fato de parte essencial do efetivo ainda atender a serviços críticos, como a Oi Soluções. O presidente da FITRATELP, João de Moura Neto, afirmou que demitir 100% do quadro pode comprometer a continuidade da falência e acelerar a destruição de valor da empresa, prejudicando os trabalhadores.
O anúncio, divulgado às vésperas do Natal, gerou clima de pânico e intranquilidade em base no país, com receios de que a interrupção abrupta das atividades afete a infraestrutura de telecomunicações do Grupo Oi, impactando serviços públicos e privados essenciais.
Sindicatos também criticaram a postura da Oi S.A., a tomadora de serviços, e disseram que orientar trabalhadores a habilitarem créditos na justiça falimentar pode empurrá-los para uma fila infinita, dificultando a solução do impasse e a recuperação de serviços.