A Oi está recebendo propostas relativas aos seus ativos de telefonia fixa comutada (STFC), incluindo serviços emergenciais tridígito, interconexão de voz e a infraestrutura que sustenta a operação. Parte dessas propostas envolve também a rede de torres associada aos serviços.
No fim de 2025, uma proposta conjunta apresentada pela Método Telecom e pela ATV Brasil visou a aquisição da operação de STFC, com valor inicial de R$ 45 milhões de forma não vinculante e mais R$ 15 milhões destinados às torres da operação.
À vista disso, a gestão judicial da Oi indicou a possibilidade de realizar um procedimento competitivo para a venda dos ativos, por meio de leilão com propostas fechadas e aberto a outros interessados. O formato tem sido utilizado com frequência nas alienações durante o processo de recuperação judicial da companhia.
Após o movimento inicial, a Justiça recebeu sinalização de uma terceira empresa — a Alctel Telecomunicações, também sediada em Minas Gerais — manifestando interesse em participar do certame ainda não iniciado formalmente.
Entre os compromissos envolvidos, a Oi manteria a operação de telefonia fixa em cerca de 7 mil localidades onde atua como única prestadora (COLR) e manteria um conjunto de terminais públicos (TUPs) em áreas remotas. A proposta conjunta, segundo as partes, incluiria tais atividades de COLR e TUPs, sem prejudicar as obrigações já assumidas pela Oi junto à Anatel no acordo que encerrou a concessão da telefonia fixa. Além disso, a Oi continua responsável pelos serviços tridígito, prestados em parceria com governos estaduais, municipais e órgãos públicos, apoiando emergências como SAMU, bombeiros e polícia.
Olhando para o ecossistema de interconexão de voz, a Anatel está atenta ao desfecho dessas transações e já sinalizou a possibilidade de assunção dos serviços por novas empresas como caminho preferencial, reiterando a intenção de transição suave de serviços essenciais para o mercado. Nos últimos meses, a gestão judicial tem priorizado a interlocução com potenciais novos parceiros para a continuidade de serviços vitais.