O mercado de smartphones na América Latina atingiu um recorde de 140,5 milhões de unidades embarcadas em 2025, com um crescimento de 12% no quarto trimestre em relação ao mesmo período de 2024 e 3% no acumulado do ano, segundo a Omdia.
O último trimestre levou a região a bater o melhor resultado da série histórica, superando pela primeira vez a marca de 37 milhões de unidades, mesmo diante de incertezas econômicas e perspectivas de aumento no custo de componentes.
A Samsung manteve a liderança em 2025, com 46,9 milhões de unidades enviadas, avanço anual de 9%. No quarto trimestre, a fabricante registrou alta de 21% na comparação com o mesmo período de 2024, impulsionada por alta de 32% nos modelos de entrada das linhas A0x e A1x.
A Xiaomi assumiu a segunda posição, com 24,6 milhões de unidades e crescimento de 8% no ano. A empresa combinou desempenho no segmento de entrada, com destaque para o Redmi A5 4G, e expansão no segmento intermediário premium, com modelos como o Poco X7 Pro.
A Motorola caiu para a terceira posição após retração anual de 5%, totalizando 21,6 milhões de unidades, embora tenha interrompido no quarto trimestre uma sequência de seis trimestres consecutivos de queda nos embarques. No Brasil, a empresa permanece em segundo lugar, enquanto a Xiaomi ficou em terceiro no país.
Entre as cinco maiores, a Honor foi a que mais cresceu nos últimos três anos, registrando alta de 48% em 2025 e 64% no quarto trimestre, atingindo 11,8 milhões de unidades. A Transsion ficou na quinta posição, com 8,9 milhões, queda de 30% no ano.
Para 2026, a Omdia projeta um ambiente mais desafiador, com aumento de custos de componentes, especialmente memória, e comportamento mais cauteloso dos canais após excesso de estoques no início de 2025. A consultoria destaca que os fabricantes precisarão defender participação de mercado sem comprometer margens, com maior disciplina na gestão de estoques e na cadeia de suprimentos, especialmente antes do pico do quarto trimestre. Mercados como Brasil, América Central e Equador registraram recordes de embarques em 2025; o México, no entanto, recuou 4% no ano, apesar de alta no quarto trimestre.