Durante o Fórum de Operadoras Inovadoras 2026, promovido pela TELETIME e Mobile Time em São Paulo, MVNOs destacaram o IoT como um mercado com grande potencial de crescimento, mas que exige diferenciação diante da maior atenção que as grandes operadoras vêm recebendo.
Tomas Fuchs, CEO da Arqia, afirmou que a maior preocupação é a sobrevivência das MVNOs no IoT. “As grandes operadoras costumam vencer grandes contas pelo preço, enquanto nossas vantagens passam pelo atendimento, pela agilidade e por planos diferenciados”, disse, ressaltando que manter-se no mercado pode significar aceitar redução de margem no curto prazo.
O cenário ficou mais desafiador após a Anatel aprovar, no ano anterior, o Plano Geral de Metas de Competição (PGMC), que, segundo os participantes, não ofereceu incentivos específicos ao segmento de MVNOs.
Thiago Rodrigues, CEO da Links Field, ressaltou que, com ou sem regras de referência no PGMC, as MVNOs precisam se destacar pela qualidade do serviço, projetando um crescimento de dois dígitos de “duplo dígito” para o mercado de IoT nos próximos anos.
Pablo Guaita, diretor geral da Deutsche Telekom Global Business, saudou a extensão da desoneração para dispositivos de IoT aprovada recentemente, dizendo que, sem esse alívio fiscal, o potencial de crescimento seria drasticamente reduzido. Ele também destacou a importância de incentivos regulatórios para ampliar a competitividade e levar IoT para nichos com aplicações específicas.
Alguns participantes, incluindo Carlos Campos, vice-presidente de vendas Latam e GM Brasil da Emnify, esperam que a Anatel reavalie o PGMC, ainda que o recurso esteja sob análise no Conselho Diretor. Campos afirmou que os incentivos ao segmento de MVNOs poderiam acelerar o crescimento da IoT no Brasil, defendendo uma regulamentação mais específica para o setor.
Por outro lado, Tomas Fuchs foi mais cauteloso quanto a uma possível reviravolta regulatória, sugerindo que mudanças no PGMC podem não ocorrer no curto prazo, o que, na prática, adia a expansão de novas operadoras móveis virtuais no mercado de IoT.