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Lula defende IA: governança multilateral global

Image © Telesintese
Durante cúpula em Nova Délhi, Lula pediu uma governança global da IA baseada em multilateralismo e desenvolvimento, alertando para desigualdades digitais.

Em Nova Délhi, durante a Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a construção de uma governança global da IA que seja multilateral, inclusiva e voltada ao desenvolvimento, afirmando que a Quarta Revolução Industrial avança rapidamente enquanto o multilateralismo recua.

O líder brasileiro ressaltou que, sem ação coletiva, a tecnologia poderá aprofundar desigualdades históricas. Segundo ele, as capacidades computacionais, infraestrutura e capital continuam concentradas em poucos países e empresas, com dados gerados por cidadãos, empresas e órgãos públicos sendo apropriados por conglomerados que não geram contrapartidas equivalentes em território nacional.

Exclusão digital e concentração de poder

Lula citou dados da UIT para destacar a magnitude do desafio: cerca de 2,6 bilhões de pessoas estão desconectadas do universo digital. Ele ainda mencionou projeções de que, até 2030, haveria cerca de 660 milhões de pessoas sem eletricidade, ressaltando que quem controla algoritmos e infraestrutura digital pode ditar o ritmo da inovação — ou impor dominação.

Sobre o papel regulatório, ele defendeu salvaguardas aos direitos humanos na esfera digital, a integridade da informação e a proteção das indústrias criativas, criticando o modelo de negócios das Big Techs pela exploração de dados, violação de privacidade e monetização de conteúdos que ampliam radicalização política.

Posição do Brasil e iniciativas internacionais

Em termos de política pública, Lula lembrou que o Congresso brasileiro discute atrair investimentos para centros de dados e criar um marco regulatório de IA. O Brasil lançou, em 2025, o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial e participa de iniciativas internacionais como BRICS, cooperação com a China para uma organização de IA com foco em países em desenvolvimento e diálogos com a Parceria Global em IA, além de defender a governança multilateral pela ONU.

Ao encerrar, o presidente afirmou que colocar o ser humano no centro das decisões é tarefa urgente e que o regime de governança dessas tecnologias definirá quem participa, quem é explorado e quem ficará à margem do processo.

 

Telesintese

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