O mercado móvel brasileiro encerrou 2025 com 270,2 milhões de linhas em funcionamento, segundo balanço da Anatel. O grande motor do ano foi a Internet das Coisas (IoT), que adicionou 6,4 milhões de acessos, enquanto os celulares tradicionais desaceleraram.
Entre as modalidades, a base de assinantes humanos somou 216,4 milhões, com apenas 366 mil novos acessos no segmento de celular convencional, representando alta de apenas 0,2%. O crescimento total do mercado, porém, foi impulsionado pela IoT, que contrabalançou a inércia do serviço humano.
O grande destaque de 2025 no que diz respeito a assinantes humanos foi a Surf Telecom, MVNO que registrou o maior crescimento líquido do ano: 744 mil acessos a mais, pouco abaixo de 75% de expansão. Em seguida, a Claro ficou em segundo lugar entre as grandes operadoras, com 731 mil novos acessos líquidos (+1%), consolidando a liderança do segmento de grandes teles.
As operadoras tradicionais da Vivo apresentaram queda de 806 mil linhas humanas ao longo de 2025 (-0,9%), enquanto a TIM encerrou o ano com uma queda maior, de 1,1 milhão de acessos (-2,1%). Já as regionais tiveram desempenho expressivo: Brisanet somou 514 mil novos acessos (+152%), chegando a 852 mil; Unifique adicionou 152 mil linhas (+159%) e Vero, 106 mil (+54%).
No campo de serviços, o pós-pago manteve o status de ativo mais valioso: o Brasil ganhou 8,4 milhões de acessos nesse tipo em 2025, totalizando 122 milhões de assinaturas de celular no pós, excluindo M2M e IoT. A Vivo continua com a maior base de pós-pagos (51,8 milhões), seguida por Claro (41,7 milhões) e TIM (25,6 milhões).
Ao final de 2025, o total de celulares pré-pagos chegou a 94,1 milhões; a TIM continua sendo a única operadora em que a base pré-paga supera a do pós-pago. A indústria observa que o crescimento robusto veio, principalmente, do segmento de IoT e das MVNOs, que ampliaram a penetração de soluções conectadas no varejo e no Brasil rural.