A IBM revelou nesta quinta-feira a primeira arquitetura de referência para supercomputação centrada em quantum da indústria, visando integrar a computação quântica a ambientes modernos de HPC com GPUs e CPUs. A arquitetura demonstra como processadores quânticos podem trabalhar em conjunto com recursos clássicos, tanto in loco quanto na nuvem, para enfrentar desafios científicos que nenhuma abordagem isolada seria capaz de resolver.
Projetada para as cargas de trabalho atuais e construída para evoluir, a solução combina hardware quântico com infraestrutura clássica robusta — incluindo clusters de CPU e GPU, redes de alta velocidade e armazenamento compartilhado — para suportar cargas massivas de trabalho e o avanço de algoritmos.
A IBM destaca a orquestração de fluxos entre quântica e clássica. A combinação de orquestração integrada e frameworks de software abertos, como o Qiskit, permite que desenvolvedores acessem recursos quânticos usando ferramentas que já conhecem, facilitando aplicações em química, ciência dos materiais e otimização.
“Há mais de quatro décadas, Feynman imaginou computadores que pudessem simular a física quântica”, afirmou Jay Gambetta, Diretor de Pesquisa da IBM. “Este avanço consolida a visão de um futuro em que processadores quânticos trabalham ao lado da computação clássica de alto desempenho para resolver problemas antes inatingíveis.”
Pesquisadores da IBM, em colaboração com universidades e institutos europeus, já utilizam a arquitetura centrada em quantum para resultados reais. Entre os destaques estão a observação de moléculas de Möbius, a simulação da proteína tryptophan‑cage pela Cleveland Clinic, e avanços no estudo de estados de energia mais baixos em sistemas quânticos, com dados trocados entre hardware quântico e clusters clássicos de computadores de alto desempenho.