Durante o Fórum de Operadoras Inovadoras 2026, realizado em São Paulo, executivos discutiram como a IA e usos que exigem maior capacidade de upload estão acelerando a necessidade de adensamento das redes móveis.
Flávia Bittencourt, diretora de customer solutions da Ericsson, ressaltou que a demanda já é real: uma pesquisa de 2025 da empresa aponta que 60% dos usuários brasileiros relatam situações em que a rede móvel não atende às expectativas, com maior incidência em deslocamentos e em locais com grandes eventos.
Ela projeta que o tráfego de IA deve dobrar até 2030, e que até 40% desse tráfego ocorrerá fora de casa, o que reforça a necessidade de repensar a divisão entre download e upload no 5G para acompanhar os novos hábitos dos usuários.
A Surf Telecom também destacou oportunidades de melhoria de infraestrutura, afirmando que, mesmo com serviço considerado satisfatório hoje, ainda há espaço para avanços significativos e que a arquitetura atual do 5G, com 80% dos recursos destinados ao download e 20% ao upload, precisa ser revista para acomodar novos padrões de consumo.
Na prática, já há avanços: a V.tal informou ter instalado mais de 400 nodes de infraestrutura a nível de rua (SLS) para apoiar as metas regulatórias de cobertura; também há projetos pontuais com as teles e o movimento por redes privativas em estádios e aeroportos ganhando tração.