O agronegócio brasileiro está passando por uma transformação digital acelerada, com startups como a iCrop liderando a adoção de IA, dados de satélite e IoT para a gestão de recursos hídricos na irrigação.
A iCrop, startup de Uberlândia, já atende mais de 1.200 fazendas ao redor do mundo e trabalha com grandes players como SLC Agrícola, Bayer e Corteva, oferecendo recomendações de manejo hídrico com base em padrões históricos, previsões meteorológicas e condições do solo, tudo processado em nuvem.
A solução opera sobre uma arquitetura de dados massivos que integra imagens de satélite, sensores IoT, estações meteorológicas e históricos agrícolas em tempo real, exigindo infraestrutura de processamento em nuvem e capacidades de edge computing para atuar próximo às fazendas.
Em termos de negócios, a iCrop tem uma equipe de cerca de 200 funcionários, com atuação em mais de 50 culturas diferentes, e projeta crescimento internacional com investimentos de BRL 3,5 milhões captados em 2024 junto ao BDMG para expansão. O total de aportes, incluindo Finep, chega a R$ 6 milhões.
A trajetória é ambiciosa: a empresa mira crescer dez vezes até 2030, com foco em Estados Unidos, incluindo Nebraska, onde pivôs de irrigação representam grande parte da área agrícola, demonstrando o potencial de exportação de tecnologia brasileira. A expansão também exige infraestrutura de dados distribuída, com data centers regionais e APIs para integração com sistemas de gestão.
O ecossistema de agtechs em Minas Gerais ganha destaque com a iCrop, apontando para uma convergência entre agro e TI que demanda profissionais híbridos e soluções de conectividade em áreas remotas, essenciais para reduzir custos de irrigação e promover sustentabilidade no campo.