À medida que a IA se expande por setores como finanças, saúde e serviços públicos, cresce também a necessidade de estruturas de governança que orientem o desenvolvimento ético e a gestão de riscos. O tema ganhou destaque em 2026, com o acúmulo de iniciativas regulatórias internacionais e debates sobre impactos éticos e sociais.
A governança da IA refere-se a um conjunto de princípios, estruturas institucionais, processos e mecanismos de controle destinados a orientar o uso responsável de sistemas algorítmicos. Seu objetivo é assegurar que as tecnologias sejam utilizadas de forma segura, transparente e alinhada a valores como direitos fundamentais e equidade, com clara atribuição de responsabilidades.
A transparência algorítmica é um pilar central nesse panorama. Em ambientes nos quais decisões relevantes são mediadas por algoritmos, é essencial que usuários e reguladores compreendam, ao menos em nível razoável, os critérios que orientam tais decisões, bem como as limitações e riscos associados.
Entre os principais riscos, destacam-se as alucinações algorítmicas, o potencial de vieses, e preocupações com privacidade, segurança cibernética e uso de grandes volumes de dados. A gestão inadequada dessas informações pode comprometer a confiança pública e favorecer falhas sistêmicas.
No âmbito regulatório, o EU AI Act surge como referência, classificando aplicações segundo o risco e impondo requisitos crescentes para aquelas de alto risco. Além da UE, entidades internacionais como a OCDE vêm promovendo princípios de governança, transparência e responsabilidade para orientar a IA confiável em escala global.
Segundo Alessandra Montini, a combinação de governança robusta e práticas de transparência é essencial para distribuir os benefícios da IA de forma equitativa e fortalecer a confiança social na tecnologia.