Segundo dados do DataSenado, mais de 40 milhões de brasileiros foram vítimas de golpes digitais em 2024. A Serasa Experian registra uma média de uma tentativa de fraude a cada 2,4 segundos durante o Carnaval, em meio a 53 milhões de foliões projetados para 2026.
Analistas apontam que mais de 70% das fraudes online devem incorporar componentes de IA até o fim deste ano, elevando o nível de engano com phishing mais convincente, clonagem de vozes e ofertas falsas, além de manter a tendência de golpes como o da maquininha e a troca física de cartões.
Com a digitalização das transações, os foliões viraram alvos. Em 2025, o Carnaval de São Paulo registrou milhares de dispositivos roubados ou furtados em poucos dias, reforçando o peso do risco para usuários e empresas.
Em resposta, o setor de tecnologia e as instituições financeiras aceleram investimentos em proteção: verificação biométrica, Modo Rua para limitar acesso a apps bancários, bloqueio geográfico e o aplicativo Celular Seguro do governo federal, voltado a bloqueio remoto de dispositivos e proteção de dados.
Especialistas veem o Carnaval como laboratório de cibersegurança: a demanda por soluções de autenticação biométrica avançada, detecção de fraudes com ML e monitoramento em tempo real segue elevada, com a IA dos criminosos exigindo contra-medidas igualmente inteligentes para manter a confiança no ecossistema digital.