A iniciativa, coordenada pelo Ministério das Comunicações, visa ampliar redes de fibra óptica e de cobertura 4G/5G, atingindo 3,5 milhões de brasileiros em 1.223 municípios.
Ao todo, 479 provedores regionais participam, sendo 41% de pequeno porte e 55% de médio porte, fortalecendo a conectividade em áreas remotas e nas favelas.
O escopo técnico prevê a instalação de 12 mil quilômetros de fibra e 616 Estações Rádio Base (ERBs) 4G/5G, para ampliar a cobertura e melhorar a qualidade de acesso em locais com pouca infraestrutura.
Segundo o governo, o projeto deve beneficiar diretamente cerca de 781 mil domicílios e levar conectividade a 680 favelas, ampliando o acesso a serviços digitais essenciais como educação, saúde, trabalho remoto e serviços públicos.
É importante esclarecer que o montante de R$ 2,8 bilhões não representa o total emprestado pelo fundo. As empresas também oferecem contrapartidas, e alguns contratos não permitem financiamento integral das obras. Em 2025, o FUST arrecadou R$ 883 milhões; desde 2017, o fundo acumula R$ 9,47 bilhões.
Na governança, o FUST é gerido pelo Ministério das Comunicações com o BNDES atuando como agente financeiro. As modalidades de apoio incluem operações reembolsáveis, não reembolsáveis e garantias, em linha com as políticas definidas pelo Conselho Gestor. O Funttel, fundo correlato, destinou em 2025 cerca de R$ 362 milhões a inovação e aquisição de equipamentos para a indústria nacional, com R$ 171,8 milhões em operações de crédito e R$ 190,2 milhões para financiamento de equipamentos, além de R$ 13 milhões repassados ao CPQD para projetos de segurança da informação, telemedicina e redes de alta velocidade.