A Ericsson informou resultados do primeiro trimestre de 2026 com receita de 49,3 bilhões de coroas suecas, queda de 10% em relação ao mesmo período de 2025. Parte do recuo vem de fatores cambiais, mas a fabricante também aponta aumento de custos de insumos, principalmente semicondutores, impulsionados pela demanda por IA.
O lucro líquido caiu 79% e ficou em cerca de 900 milhões de coroas suecas, impactado pelo efeito cambial negativo e por custos de reestruturação. As receitas recuaram em quase todos os mercados analisados.
No detalhamento por segmentos, Redes recuou 8%, Serviços e Software de Nuvem caíram 9% e Enterprise (grandes clientes) teve queda de 30% no trimestre ante o 1T de 2025.
Geograficamente, a Ericsson registrou declínio generalizado, com a América Latina subindo 2% e as Américas como um todo caindo 18%.
Entre as novidades comerciais, a empresa anunciou acordos recentes, como um contrato de cinco anos com Virgin Media O2, no Reino Unido, para ser fornecedora principal de redes de acesso via rádio (RAN); com SoftBank para a região Nordeste da Ásia e com a operadora Fast EasTone para modernizar a infraestrutura de RAN com IA nativa, 5G Advanced e preparação para o 6G.
O CEO Börje Ekholm comentou que a Ericsson pretende construir uma cadeia de suprimentos mais resiliente e diversificada, e que lida com custos crescentes de insumos semicondutores, parte da pressão é atribuída à demanda por IA. A estratégia envolve substituição de produtos e maior eficiência, enquanto o mercado de RAN deve manter-se estável, com foco no segmento corporativo e de missão crítica, que devem crescer mais rapidamente que o de redes móveis.