O mercado brasileiro de drones agrícolas cresceu de 3 mil para 35 mil unidades entre 2021 e 2025, movimentando cerca de US$ 77 milhões e pressionando as empresas de tecnologia a oferecerem soluções integradas de GPS, IoT, análise de dados e cibersegurança para sustentar operações cada vez mais automatizadas no campo.
A pulverização autônoma depende de uma infraestrutura tecnológica invisível: sistemas de GPS de alta precisão asseguram o posicionamento sobre áreas extensas, plataformas de planejamento de voo processam dados topográficos e climáticos em tempo real, e a conectividade IoT permite monitorar frotas inteiras remotamente para otimizar rotas, identificar falhas e gerenciar manutenções.
A regulamentação específica para pulverização aérea com drones agrícolas tornou obrigatória a rastreabilidade digital, registrando coordenadas geográficas, produtos aplicados, dosagens e condições climáticas. Esses dados alimentam bancos de dados acessíveis a auditorias ambientais e sanitárias, gerando demanda por plataformas de gestão agrícola integradas que mantenham a integridade de registros.
Com o crescimento da conectividade, a cibersegurança passou a ser prioridade no campo conectado. Ataques cibernéticos poderiam comprometer não apenas a operação de pulverização, mas também expor informações estratégicas sobre produtividade e áreas cultivadas. Soluções de proteção de endpoints para dispositivos móveis, criptografia de comunicações entre drones e centrais de controle, e sistemas de detecção de intrusões passam a ser essenciais.
Cada voo gera grandes volumes de dados que, processados com técnicas de big data e ML, revelam padrões como variações microclimáticas, eficiência de cobertura e correlações entre aplicações e produtividade da safra. Plataformas especializadas em agronegócio podem sugerir ajustes de dosagens e necessidades futuras de aplicação, abrindo um vasto ecossistema de serviços em nuvem e analytics.
A consolidação dos drones como ferramenta padrão na produção de cana-de-açúcar e outras culturas amplia as oportunidades para o ecossistema de TI, incluindo integradores de sistemas, fabricantes de sensores, provedores de conectividade rural e desenvolvedores de apps móveis. O setor já movimenta US$ 77 milhões e promete alcançar novos patamares conforme a digitalização do agronegócio avança.