Segundo especialistas em segurança cibernética da Surfshark, as perdas decorrentes de fraudes com deepfakes em 2025 ultrapassaram 1,1 bilhão de dólares, um salto significativo frente aos 360 milhões de dólares de 2024 e quase nove vezes mais do que o total registrado entre 2020 e 2023.
As plataformas de redes sociais tiveram papel central nesses esquemas, respondendo por 83% de todas as perdas relacionadas a deepfakes. Facebook, WhatsApp e Telegram foram as mais visadas, somando 491 milhões, 199 milhões e 167 milhões de dólares, respectivamente. Juntas, essas três plataformas respondem por 857 milhões de dólares em perdas, enquanto TikTok, Instagram e Threads contribuíram com quase 36 milhões e outras plataformas não identificadas somaram 31 milhões.
O tipo de golpe mais comum em 2025 foi a falsificação da identidade de pessoas famosas para promover oportunidades de investimento fraudulentas, representando 80% do total de perdas relacionadas a deepfakes e 96% das perdas observadas em redes sociais, totalizando 886 milhões de dólares.
Golpistas utilizaram vídeos e áudios deepfake para se passarem por celebridades, líderes empresariais ou especialistas financeiros, persuadindo vítimas a confiar e aportar recursos em esquemas fraudulentos. Um caso notório envolveu a empresa de engenharia britânica Arup: em uma videochamada com deepfakes, um diretor financeiro foi induzido a realizar um pagamento de 25 milhões de dólares.
Além disso, a fraude romântica ganhou destaque, com vídeos e áudios realistas usados para construir relacionamentos falsos e, em seguida, solicitar fundos para crises de saúde ou para investimentos fraudulentos. As mulheres foram alvo em 57% dos casos, enquanto os homens representaram 43%, resultando em perdas estimadas em 10 milhões de dólares; casos envolvendo a imagem de Brad Pitt foram citados como exemplos de golpes recorrentes, incluindo vítimas na França e na Espanha que perderam valores significativos.