A Superintendência-Geral do Cade aprovou, em publicação no Diário Oficial, a formação de um consórcio entre a TIM e a CGN Brasil voltado à geração própria de energia elétrica.
O projeto envolve a TIM em associação com a Lagoa do Barro X Energias Renováveis, controlada pela CGN Brasil. A unidade geradora a ser utilizada é a usina eólica Aura Queimada Nova 02, situada em Lagoa do Barro, no Piauí, com potência instalada de 50,6 MW.
A TIM deverá empregar a energia gerada para abastecer parte de suas operações no país, reforçando sua estratégia de sustentabilidade, enquanto a CGN Brasil amplia sua atuação no setor de autoprodução com parcerias privadas.
A energia produzida será rateada entre as consorciadas conforme a participação de cada uma no projeto. Na análise técnica, a SG do Cade concluiu que a operação não apresenta riscos à concorrência, pois a capacidade instalada da usina e o consumo da TIM representam fatias pequenas do mercado brasileiro e o consumo da operadora é inferior a 1% da demanda nacional. A avaliação considera ainda a pulverização do mercado de geração elétrica e a ausência de sobreposição entre as atividades principais das empresas.
Os próximos passos incluem a necessidade de aprovação pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para viabilizar a transferência das outorgas vinculadas à unidade geradora. Não está prevista a aquisição de ativos nem a alteração de controle societário. Este é o segundo negócio recente envolvendo TIM e CGN Brasil no setor de energia; em 2025, o Cade autorizou um projeto semelhante com usinas fotovoltaicas ainda em construção.