A TeraWave, apresentada pelo fundador da Amazon e da Blue Origin, reúne 5.408 satélites com o objetivo de oferecer conectividade de alta capacidade para clientes institucionais.
O projeto pretende competir com a Starlink (SpaceX) ao priorizar governos, grandes empresas e data centers, utilizando uma arquitetura híbrida que combina órbitas baixa (LEO) e média (MEO) para reduzir latência e ampliar a cobertura global, especialmente em regiões onde a fibra óptica é inviável.
A rede promete velocidades simétricas de até 6 Tb/s em enlaces ópticos entre satélites e até 144 Gb/s para usuários finais, conforme apresentado aos interessados do setor.
O TeraWave é descrito como complementar ao Amazon Leo (antigo Project Kuiper), que já opera com 150 satélites e planeja lançar metade da constelação total de 3.236 unidades até julho de 2026. A implementação prevista para iniciar no quarto trimestre de 2027 marca uma expansão ambiciosa da estratégia orbital da empresa.
A Blue Origin pretende utilizar seus próprios foguetes, seguindo o modelo de integração vertical, para reduzir custos de lançamento e manter demanda interna. Tim Farrar, da TMF Associates, aponta que, embora o design do TeraWave seja diferente de Leo, há sobreposição com clientes governamentais e empresariais; a notícia foi veiculada pelo Mobile World Live, com informações adicionais do público interessado no negócio espacial.