O setor bancário entra em uma nova fase neste ano, com agentes autônomos lidando com solicitações reais de clientes e dados sintéticos ameaçando repositórios centrais, enquanto a confiança se torna um indicador mensurável de desempenho.
Segundo especialistas do SAS, os bancos passarão a construir cofres digitais para preservar a pureza dos dados. A ideia é armazenar em cofres apenas as fontes confiáveis e impor governança mais rígida sobre como ferramentas de IA generativa podem interagir com os conjuntos de dados centrais, para evitar vieses e distorções nas decisões de crédito, fraude e risco.
Ian Holmes, Diretor e Líder Global de Soluções de Fraude Empresarial da SAS, afirma que a contaminação por dados sintéticos pode ocorrer de forma tão realista que detectar dados adulterados se torna um desafio em grande escala, exigindo controles mais robustos de governança e interações entre IA e dados.
Paralelamente, agentes de conhecimento baseados em IA generativa devem desbloquear o potencial dos dados não estruturados. Terisa Roberts, Diretora Global de Modelagem de Risco, Decisão e Governança da SAS, aponta que mais de 80% dos dados corporativos são não estruturados e crescem 50% a 60% ao ano. A tendência é adoção de grandes modelos de linguagem com geração aumentada por recuperação (RAG) para transformar textos e imagens em insights acionáveis em escala.
O conceito de IA agêntica ganha corpo em 2026, com sistemas semiautônomos gerenciando solicitações de clientes, orquestrando fluxos de trabalho e tomando decisões governadas e explicáveis. O IDC projeta investimentos de mais de US$ 67 bilhões em IA no setor financeiro até 2028, com produção e governança em ritmo acelerado como fatores-chave de competitividade.
Na prática, as instituições que combinarem governança de dados mais rígida, cofres digitais bem estruturados e IA bem governada poderão acelerar decisões, gerenciar riscos de forma proativa e consolidar vantagem competitiva em meio à transformação acelerada do setor.