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Apps Espiões: Violência Doméstica na Era Digital

Image © Itshow
A violência doméstica migrou para o espaço digital, com agressores usando aplicações para monitorar, invadir a privacidade e controlar a rotina das vítimas. Muitas dessas ferramentas são vendidas como segurança ou recurso de controle parental, gerando normalização do stalkerware e novos formatos de abuso.

A violência doméstica ganhou o espaço digital, onde ferramentas tecnológicas são usadas para vigiar, rastrear e dominar pessoas em relacionamentos abusivos. Embora apresentadas como medidas de proteção, muitas apps de espionagem são vendidas sob rótulos de segurança, o que dificulta a percepção de risco e facilita o abuso.

O fenômeno conhecido como stalkerware envolve a instalação secreta de software em telefones de terceiros, com permissões que permitem localizar, ler mensagens, gravar chamadas e até acessar câmeras. Em muitos casos, o cuidado inicial — “vamos nos localizar para garantir a segurança” — evolui para vigilância obsessiva e violação de privacidade.

A privacidade deixa de ser apenas uma questão técnica e passa a representar um direito humano fundamental. Em contextos de violência, essa privacidade é também um espaço de autonomia: a invasão silenciosa transforma o celular em instrumento de controle invisível, muitas vezes associada a questões de gênero, já que as mulheres aparecem, em maior frequência, como vítimas de stalking digital.

Apesar de existirem leis como a Lei Maria da Penha e o Marco Civil da Internet no Brasil, lacunas persistem na investigação de crimes digitais íntimos. Práticas de vigilância cruzam fronteiras e plataformas, complicando a responsabilização de empresas que comercializam esses apps de forma leiga sob o pretexto de proteção.

Medidas de proteção incluem revisar permissões de apps, usar ferramentas de detecção de spyware, ativar autenticação de dois fatores e manter senhas independentes. Além disso, vítimas devem preservar evidências técnicas com cuidado profissional, para não comprometer provas ao desinstalar apps ou interromper a coleta de dados relevantes. Campanhas de alfabetização digital e capacitação de forças de segurança são passos-chave para reduzir esse tipo de violência e proteger a autonomia no mundo conectado.

 

Itshow

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