A Solinftec apresentou a Alice IA Multiagente durante a Agrishow 2026, em Ribeirão Preto, marcando uma virada na IA aplicada ao campo ao propor agentes especializados que prevêem, simulam, recomendam e apoiam decisões em tempo real.
A solução desloca a IA de simples leitura de dados para uma arquitetura de múltiplos agentes que atuam de forma coordenada em frentes como operação, clima, frota e disponibilidade de máquinas. Cada agente interpreta contextos, simula cenários e sugere ações operacionais.
Entre os primeiros agentes citados pela empresa estão Suporte, Operacional, Climático, COA, Disponibilidade e Frotas e Projeção Espacial. A implantação será gradual, com lançamentos ao longo dos próximos meses, seguindo uma estratégia de evolução por módulos.
A Solinftec argumenta que a arquitetura Multiagente responde ao desafio de transformar grandes volumes de dados em ações rápidas, especialmente em operações complexas com várias variáveis como clima, janela de aplicação, disponibilidade de máquinas, equipes e insumos.
Do ponto de vista de TI, a adoção de IA no agro exige dados bem estruturados, conectividade confiável, interoperabilidade entre plataformas e governança. A empresa ressalta que, hoje, monitora mais de 400 clientes em 13 países, acompanha 27 milhões de acres, processa 3,7 trilhões de dados por ano e realiza cerca de 6 mil transações por segundo.
O tema também coloca a cibersegurança no centro da agenda, já que agentes de IA passam a apoiar decisões operacionais. Proteção de dados, rastreabilidade de recomendações e controles de acesso ganham relevância, exigindo políticas de governança, auditoria e resposta a incidentes.
A Agrishow 2026 consolidou IA e robótica como estratégia-chave do agro, com a Solinftec conectando Alice com robôs e interfaces de linguagem natural. Em 2025, a empresa já integrara Alice e o robô Solix ao ChatGPT, além de dados de mais de 70 mil equipamentos monitorados; em 2026, o foco fica na IA com agentes especializados que atuam próximo da execução.
Em última análise, a Solinftec coloca a Alice IA Multiagente como marco de uma transformação prática: não basta automatizar processos, é preciso coordenar dados, máquinas e pessoas para uma operação mais autônoma e segura, com governança e valor mensurável para a operação.