A Abrint, entidade que representa prestadoras de pequeno porte (PPPs), uniu-se a outras organizações no questionamento da sobretaxa antidumping aplicada a importações de cabos de fibra ótica e fibras ópticas da China, decisão publicada pelo Gecex em 22 de dezembro de 2025.
As medidas, definidas pelas Resoluções GECEX nº 837/2025 e nº 829/2025, estabeleceram o direito antidumping com vigência de até cinco anos.
A Abrint, apesar de reconhecer a calibragem feita pelo comitê, que reduziu a sobretaxa em cerca de 75% em relação à recomendação inicial, sustenta que o custo adicional sobre insumos essenciais ainda pode pressionar os preços e os investimentos, principalmente junto a provedores regionais, que operam em menor escala.
Segundo avaliações preliminares da entidade, o preço final dos cabos de fibra óptica importados da China para prestadores de pequeno porte pode subir até 170%, dependendo do produto e das condições de fornecimento, números que também corroboram estimativas da Feninfra.
O presidente da Abrint, Breno Vale, afirmou que o encarecimento dos insumos pode frear a expansão das redes, além de elevar custos de ativação, reposição e manutenção da infraestrutura existente, principalmente em regiões periféricas.
A Abrint informou que continuará reunindo evidências sobre os impactos da medida e que pode protocolar um pedido de reavaliação dentro do prazo de vigência.