A pecuária brasileira está acelerando a adoção de energia renovável, com investimentos que passam de 1,7 bilhão de reais em sistemas de energia solar, conforme dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil.
Segundo a visão atual, o setor rural responde por 13,2% da potência instalada de energia solar no país, com fotovoltaico, biodigestores e parques eólicos integrando a matriz energética das propriedades.
Essa transformação energética vai além da economia: ela demanda infraestrutura digital robusta para monitoramento em tempo real, gestão de dados e proteção cibernética para a geração distribuída entre várias propriedades.
Três tecnologias vêm ganhando espaço: geração fotovoltaica para autossuficiência, biodigestores que convertem dejetos em biogás, e turbinas eólicas que utilizam o solo ao redor para pastagem, otimizando o uso do terreno.
A conectividade é essencial: plataformas IoT conectam inversores, controladores de biodigestores e sistemas de armazenamento, com redes SCADA gerenciando fluxos de energia bidirecionais e créditos na rede.
Com a digitalização, surgem desafios de cibersegurança em áreas rurais, onde a distância, a conectividade limitada e a variedade de dispositivos expõem vulnerabilidades. O setor, no entanto, abre oportunidades para provedores de tecnologia, integradores de sistemas e consultorias especializadas.
O efeito dessa tendência se estende à infraestrutura energética nacional, que passa a exigir maior automação, segurança de dados e padrões de conexão mais rigorosos para a geração distribuída no campo.