Um paradoxo estrutural domina a transformação digital em 2026: 78% das empresas já adotaram IA, prometendo transformação, enquanto 70% das pessoas ao redor do mundo acreditam que líderes mentem sobre os resultados e impactos dessas tecnologias. Esses números revelam mais que hype: expõem a distância entre o que é prometido e o que é entregue, exigindo maior transparência e confiança do ecossistema empresarial.
Os dados não se contradizem, mas apontam para uma crise de implementação. Segundo fontes de mercado, apenas 30% dos CEOs estão satisfeitos com o retorno de seus investimentos em IA, e investimentos médios em IA generativa chegaram a US$ 1,9 milhão em 2024. O pessimismo é ainda maior quando se observa a taxa de sucesso: entre 70% e 85% dos projetos de IA falham em entregar ROI claro.
Há, porém, sinais de luz. A “revolução” da IA não é substituição, mas augmentação. Estudos indicam que 83% dos trabalhadores acreditam que IA tornará as habilidades humanas mais valiosas. Pesquisas envolvendo Stanford e MIT mostram que, em diagnósticos de imagem, a colaboração humano-IA reduz erros de 7,5% (IA sozinha) e 3,5% (humano isoladamente) para apenas 0,5%, uma melhoria de 85% na precisão.
Casos reais reforçam a ideia de augmentation: a BMW com seu sistema AIconic já atende mais de 1.800 usuários ativos, a Access Holdings reduziu de 90 dias para 10 dias o tempo de desenvolvimento de chatbots, e a BCI registrou 68% de aumento na satisfação no trabalho com o Copilot da Microsoft, mantendo ganhos de produtividade entre 10% e 20%. O padrão é claro: quem vê IA como parceira obtém resultados excepcionais.
Qual é o conjunto de habilidades que definirá 2026? Pesquisas indicam que o framework EPOCH (Ética, Pessoalidade, Originalidade, Criatividade e Conexão Humana) está ganhando peso. Além disso, competências como julgamento ético, empatia, pensamento crítico e criatividade aparecem entre as habilidades menos substituíveis, com projeções de crescimento significativo até 2030.
Para empreendedores, a mensagem é clara: invista na base. O Fórum Econômico Mundial projeta que a requalificação global pode adicionar US$ 6,5 trilhões ao PIB até 2030. Em contrapartida, a ressalva é inequívoca: 50% de escassez de talentos em IA e mais de 90% de dificuldade prevista na TI até 2026 exigem planos de formação robustos e uma mentalidade de longo prazo, com ROI de 2-4 anos, não de 6-12 meses. Siga o Itshow para acompanhar dados, tendências e práticas que colocam o humano no centro da transformação.