A Oracle iniciou uma ampla rodada de demissões, notificando os empregados por e-mail de forma direta sobre o fim de suas funções, como parte de uma reestruturação organizacional.
Rumos de veículos de imprensa apontam que mais de 10 mil funcionários teriam sido desligados nos Estados Unidos, Índia e Canadá. A mensagem aos demitidos indicava que, após a avaliação das necessidades da empresa, a organização decidiu eliminar a função ocupada pelo colaborador, tornando aquele dia o último de trabalho.
O texto de término de contrato citava ainda o pagamento de um pacote de indenização, sem detalhar os termos. Segundo fontes, a rescisão para EUA previa quatro semanas de salário-base, mais uma semana adicional por ano trabalhado, com teto de 26 semanas.
Em março, a Bloomberg informou que a Oracle estaria preparando cortes expressivos para financiar a expansão de seus investimentos em inteligência artificial. Analistas do TD Cowen estimaram que o total de demissões poderia ficar entre 20 mil e 30 mil, o que representaria entre 12% e 18% do quadro, que encerrou o último ano com cerca de 162 mil empregados.
A Oracle ainda não se pronunciou oficialmente sobre o assunto. A empresa reforça, no entanto, que a estratégia de cortes está ligada ao foco em infraestrutura de IA para manter a competitividade frente a Alphabet e Amazon no mercado de nuvem.