O Programa OpenRAN@Brasil divulgou os resultados da Chamada para Aplicações 5G Open RAN e Hospedeiros, iniciativa voltada ao estímulo ao desenvolvimento de soluções inovadoras baseadas em redes abertas de acesso por rádio. A seleção contempla projetos que ajudam a acelerar a adoção do modelo Open RAN no país e a explorar o uso do 5G em áreas estratégicas para a transformação digital brasileira, como saúde digital, agro 4.0, educação imersiva e cidades inteligentes.
As aplicações aprovadas focam na experimentação e na validação tecnológica em ambientes reais, utilizando a arquitetura aberta do Open RAN para gerar conhecimento aplicado e fortalecer um ecossistema nacional mais diverso e competitivo. O programa espera que os projetos contribuam tanto para o avanço técnico das redes 5G abertas quanto para a criação de casos de uso alinhados às demandas do setor público, da indústria e da academia.
Entre as propostas destacadas estão o CampusRAN, coordenado por Dianne Scherly, da Universidade Federal Fluminense, voltado à criação de campi inteligentes com redes de acesso via rádio abertas; o GreenRAN, liderado por Eduardo Cerqueira, da Universidade Federal do Pará, que propõe soluções sustentáveis de Open RAN aplicadas ao agronegócio e a ambientes acadêmicos; e OoC – Olha o Carro!, coordenado por Fábio Verdi, da Universidade Federal de São Carlos, que planeja testar aplicações veiculares do tipo V2X em uma rede 5G Open RAN.
No campo da saúde digital, o projeto OpenHealth5G, sob coordenação de Juliano Wickboldt, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, explorará o uso de redes 5G abertas para aplicações de conectividade e serviços em saúde. Já o Sentinel-5GO, coordenado por Augusto Neto, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, foca o monitoramento colaborativo de segurança e meio ambiente em redes 5G Open RAN.
Além das aplicações, a chamada também aprovou novas instituições hospedeiras que passarão a receber as ilhas do Programa OpenRAN@Brasil. A medida amplia o alcance nacional do testbed e fortalece a infraestrutura de pesquisa distribuída, com maior participação de instituições das regiões Norte, Nordeste e Sul. Com isso, o programa busca aumentar a capilaridade do ambiente de testes, facilitar o acesso de pesquisadores à infraestrutura compartilhada e estimular a colaboração interinstitucional no desenvolvimento de tecnologias 5G baseadas em arquiteturas abertas.