Relatórios de analistas estimam que a OpenAI consome aproximadamente US$ 12 bilhões por trimestre, conduzindo a empresa a uma trajetória de insolvência caso o ritmo de investimentos permaneça inalterado.
Mesmo com o aporte de US$ 22,5 bilhões do SoftBank, os mercados apontam que seriam apenas cinco a seis meses adicionais de funcionamento, caso as projeções de gastos se confirmem.
Entre os compromissos, destaca-se a aquisição de 40% de toda a capacidade global de wafers de DRAM até 2028 e pedidos de data centers que devem entrar em operação apenas em 2029.
Dados de 2025 mostram que a OpenAI assumiu compromissos de US$ 1,4 trilhão em capacidade computacional para atender às suas necessidades, ainda que tenha registrado US$ 20 bilhões de receita anual no ano anterior; a OpenAI já havia divulgado US$ 6 bilhões de receita em 2024.
Especialistas afirmam que o modelo atual de precificação não cobre integralmente os custos, e que o ponto de equilíbrio financeiro exigiria assinantes equivalentes a uma parcela significativa da população mundial — algo considerado inviável no curto e longo prazo.
O debate ganhou força após análises nos EUA; alguns analistas lembram que grandes empresas como Microsoft e Meta contam com fluxos de receita estáveis que lhes permitem atravessar períodos de baixa rentabilidade, ao contrário de startups fortemente dependentes de capital de risco.
Outro obstáculo é o comportamento do consumidor, ainda repleto de serviços gratuitos; especialistas afirmam que esse padrão pode se alterar à medida que IA avançada se tornar capaz de armazenar preferências pessoais, reduzindo a propensão de trocas entre plataformas.
A capacidade de captação de recursos de Sam Altman é citada como diferencial; ele já articulou captações de US$ 40 bilhões, em uma operação inédita para uma empresa privada, mas analistas destacam que operações como a Aramco, com equity, tiveram modelos de negócios mais lucrativos.
Organizações de consultoria projetam déficits relevantes; Bain & Company aponta déficit de pelo menos US$ 800 bilhões mesmo em cenários otimistas, reforçando o dilema entre avanço tecnológico e retorno financeiro.