A demonstração consolidada de fluxo de caixa indica que, em janeiro de 2026, o caixa contábil final da Oi ficou em 453,4 milhões de reais, com a maior parte dos recursos classificados como caixa restrito, num total de 446,8 milhões.
No acumulado de 12 meses, as entradas de caixa somaram 2,298 bilhões, puxadas principalmente por recebimentos de clientes e por serviços de uso de rede. Os pagamentos atingiram 4,269 bilhões, enquanto os investimentos ficaram em 64,4 milhões, resultando em geração operacional negativa de 2,035 bilhões. O desembolso mais expressivo ocorreu na linha de fornecedores de materiais e serviços, que somou 3,368 bilhões; pagamentos com pessoal, tributos e mediação também pesaram.
Entradas extraordinárias ajudaram: o fluxo consolidado registrou efeito positivo de 1,053 bilhão em atividades non-core. Houve ainda contribuição de 64 milhões em operações financeiras e impacto negativo de 26 milhões em operações intragrupo. Essas entradas ajudaram a reduzir parcialmente a deterioração, mas não evitaram a queda do saldo disponível.
A trajetória de caixa ficou 67,4% abaixo do valor registrado no início da série, em fevereiro de 2025. O saldo final de janeiro de 2026 representa essa queda acumulada.
Janeiro de 2026 também apresentou recuo na arrecadação: entre dezembro e janeiro, os recebimentos caíram de 147 milhões para 88 milhões; a rubrica de clientes recuou de 142 milhões para 87 milhões, segundo a Oi, decorrente de menor arrecadação em janeiro. A geração operacional piorou de -54 milhões para -121 milhões, e os pagamentos totais passaram de 198 para 209 milhões. Desembolso com fornecedores caiu para 101 milhões, depósitos judiciais de 53 para 13 milhões; a rubrica non-core passou de -25 milhões para +29 milhões, impulsionada pelo repasse da Sistel referente a novembro/2025.