Durante o Microsoft AI Tour em São Paulo, o executivo Marcio Aguiar, diretor da Nvidia para a América Latina, afirmou que a atual disponibilidade de dados é suficiente para viabilizar raciocínio de alta velocidade em sistemas robóticos. A fala, feita em 11 de fevereiro de 2026 diante de uma plateia de aproximadamente 3.500 profissionais, sinaliza uma nova fase para a automação industrial.
A Nvidia sustenta que a maturidade técnica para raciocínio artificial em robôs foi alcançada, com o edge computing ganhando protagonismo. A empresa atua há quase uma década no desenvolvimento de hardware e software para robótica e detém participação de mercado superior a 90% no treinamento de IA, consolidando uma posição estratégica no setor.
O conceito de Physical AI descreve a aplicação de IA em sistemas físicos. Braços mecânicos inteligentes, equipados com visão computacional, já operam em linhas de produção, permitindo que máquinas identifiquem objetos, tomem decisões e ajustem movimentos em tempo real. Casos como robôs humanoides em hospitais e veículos autônomos em operações industriais exemplificam essa transformação.
Desafios para a cibersegurança ganham nova dimensão com robôs autônomos que processam informações sensíveis e tomam decisões que afetam operações físicas. Executivos de TI precisam mapear riscos em camadas que combinam hardware, software e conectividade, assegurando que decisões críticas não dependam apenas de serviços na nuvem.
A partir da maturidade anunciada, empresas de manufatura e logística devem reavaliar estratégias de TI e infraestrutura. Investimentos em edge computing, APIs padronizadas e governança de dados passam a ter prioridade, enquanto o ecossistema de processamento cerebral de robôs se aperfeiçoa com parcerias tecnológicas consolidadas. A convergência entre IA generativa e raciocínio artificial abre novas possibilidades, exigindo capacitação técnica contínua para equipes de TI.