O network slicing, serviço que reserva fatias dedicadas da rede para requisitos específicos, já figura como produto comercial de 33 operadoras de 5G ao redor do mundo, segundo o Ericsson Mobility Report.
O estudo aponta 118 casos de uso em 56 operadoras, dos quais 65 evoluíram da fase de prova de conceito (PoC) para serviços comerciais. No total, 21 ofertas foram introduzidas no mercado no último ano.
Essa expansão acompanha a ativação de redes 5G standalone (SA), incluindo implementações da Vivo, TIM e Claro no Brasil. A Ericsson projeta que, em 2025, o número de operadoras com SA atinja 90, um aumento de 30 comparado ao ano anterior.
No Brasil, a Vivo já trabalha com slicing voltado ao mercado corporativo; a Claro e a TIM também realizaram testes. A operadora da América Móvil testingou o recurso no Futurecom 2025, enquanto a TIM o utilizou para reforçar a transmissão de vídeo em tempo real durante a Porsche Cup.
Para Erik Ekudden, CTO da Ericsson e responsável pelo relatório, provedores ao redor do mundo estão prontos para adotar o 5G SA para oferecer conectividade diferenciada com serviços de valor agregado, e não apenas pacotes de dados.
O documento ressalta ainda que o crescimento do network slicing está alinhado à expansão das redes SA e à disponibilidade de casos de uso cada vez mais voltados a serviços para empresa, com as operadoras brasileiras avaliando o potencial para atender demandas corporativas.