O modelo do queijo suíço, criado por James Reason, é revisitado para explicar falhas em sistemas complexos, incluindo segurança do trabalho e segurança da informação. A ideia central é que a segurança depende de múltiplas camadas de defesa; cada camada apresenta lacunas que, se alinhadas, podem permitir que um evento indesejado passe.
O texto reorganiza as concepções originais, destacando três categorias de barreiras: técnicas, de gestão e comportamentais. A teoria sustenta que, quanto mais possíveis defesas existem interligadas, menor é a chance de uma falha acontecer por meio de um único ponto de falha.
Barreiras técnicas incluem EPIs, dispositivos de proteção, sistemas de ventilação e tecnologias de segurança na indústria; na área de TI, englobam firewalls, sistemas de detecção de intrusão e criptografia de dados.
Barreiras de gestão envolvem políticas de segurança, procedimentos operacionais padrão e treinamentos regulares, bem como controles de acesso e auditorias na segurança da informação.
Barreiras comportamentais enfatizam a conscientização, o treinamento contínuo e a construção de uma cultura de segurança. Lidam com comportamento humano, risco de erro e a necessidade de segurança psicológica para que colaboradores possam relatar riscos sem medo de retaliação.
A leitura também discute lições de liderança: patrocínio visível da liderança, prática constante, uso de abordagens andragógicas e engajamento por meio de exemplos reais, além da gestão de consequências positivas e negativas para moldar comportamentos.
Ao cruzar os campos, sugere-se que a segurança da informação e do trabalho se fortalecem quando as barreiras são tratadas de forma integrada; investir para elevar a robustez de cada camada, sem desequilíbrios entre elas, aumenta a resiliência organizacional.