O leilão da faixa de 700 MHz, considerado estratégico para ampliar a cobertura de rede móvel, foi oficialmente adiado para o início de 2026 pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A confirmação foi feita durante o TELETIME Tec, em São Paulo, com a agência destacando que o edital deverá ser publicado ainda em 2025, mas que as etapas regulatórias tornam inviável realizar o certame este ano.
Segundo Nilo Pasquali, superintendente de Planejamento Regulatório da Anatel, a análise de controle necessária já foi concluída e o documento passou pelo Tribunal de Contas da União (TCU), recebendo parecer favorável pelo Conselho Diretor em julho. Ainda assim, ele indicou que a finalização do edital segue, e a publicação deve ocorrer nas próximas semanas, sem, no entanto, viabilizar o leilão neste ano.
Mesmo com o adiamento, a agência mantém o cronograma de metas: as primeiras obrigações de cobertura e expansão de infraestrutura associadas ao edital devem ser cumpridas até o final de 2026. A pressa, segundo Pasquali, está em permitir que as operadoras vencedoras tenham tempo suficiente para planejar e executar os investimentos.
Quanto à dinâmica do certame, a Anatel planeja uma arquitetura direcionada a favorecer empresas de menor porte. A primeira rodada será restrita às PPPs com espectro de 3,5 GHz; uma segunda etapa abrirá espaço para outras PPPs; e, apenas se restarem frequências, haverá uma terceira rodada para as grandes operadoras (Vivo, TIM e Claro).
Especialistas veem o 700 MHz como fundamental para ampliar a cobertura, melhorar a penetração indoor e sustentar a expansão do 4G/5G, especialmente em regiões remotas. O adiamento manterá o foco no avanço competitivo de 2026, com maior participação de provedores regionais e a expectativa de investimentos acelerados em infraestrutura pelas vencedoras. Itshow continuará acompanhando o assunto e trará novas informações conforme forem divulgadas pelas autoridades.