O avanço da inteligência artificial no cibercrime está previsto para alcançar o setor imobiliário em 2026, segundo o Kaspersky Security Bulletin: Crimeware e Ameaças Cibernéticas Financeiras em 2026. A próxima geração de malware movido por IA seria capaz de se adaptar ao ambiente, alterar seu comportamento em tempo real e ampliar o impacto de golpes financeiros e corporativos.
Entre as tendências destacadas, os especialistas apontam o uso de deepfakes hiper-realistas em negociações imobiliárias, validações de identidade e até transações. Além disso, a IA viria acompanhada de serviços criminosos oferecidos como “crime-as-a-service”, permitindo golpes personalizados em massa.
Os analistas alertam para uma nova geração de malware que pode analisar sistemas em tempo real, identificar vulnerabilidades e adaptar-se para evitar detecção, marcando uma mudança significativa em relação a malwares estáticos. Também há previsão de aumento da fraude via NFC, disseminação de malware por meio de apps de mensagens como o WhatsApp e a reescrita de trojans bancários para novos canais de contaminação.
O setor imobiliário, normalmente menos exposto a ciberataques, é visto como vulnerável por possuir grande volume de transações de alto valor, necessidade de validação de identidade, uso crescente de assinaturas eletrônicas e integração com plataformas de terceiros e bancos. A atuação de malwares adaptativos poderia visar redes internas de incorporadoras, imobiliárias e plataformas de locação, facilitando roubos de dados ou desvios de pagamentos.
O relatório de 2025 já sinalizou a evolução do cibercrime, com aumento de ransomwares e ataques à cadeia de suprimentos, além de um crescimento expressivo de trojans bancários e ataques a redes de pagamentos. Especialistas ressaltam que a IA está moldando o futuro do crime, exigindo que as empresas reforcem a defesa, não apenas com tecnologia, mas com vigilância, processos de resposta a incidentes e treinamento de equipes.
Para mitigar os riscos, as organizações devem investir em estratégias de segurança que acompanhem o ritmo da ameaça: detecção de anomalias em tempo real, gestão de vulnerabilidades, governança de identidade e conscientização da equipe. A ideia é usar a IA de forma responsável para fortalecer a defesa, criando uma linha de frente capaz de identificar golpes com antecedência, responder rapidamente a incidentes e reduzir impactos financeiros e de reputação.