O executivo Rafael Okuda afirma que a inteligência artificial deixou a fase de experimentação para trás e já atua como motor de rentabilidade no campo, impulsionando automação, integração de dados e decisões guiadas por informações em tempo real.
Segundo Okuda, o agro brasileiro já apresenta maturidade tecnológica, base operacional e urgência competitiva suficientes para avançar com mais vigor na automação e na governança de dados. “A melhoria na eficiência não é apenas técnica, é estratégica, conectando dados de campo a processos de gestão”, destaca.
Para a SAP, a integração de dados é o elemento-chave: plataformas como o Business Data Cloud devem reunir informações de origens diversas para criar uma leitura única do negócio. “A IA atinge seu máximo valor quando há dados consolidados, integrados e confiáveis”, afirma o executivo, citando ganhos diretos em áreas como automação administrativa, logística e planejamento de safras.
Entre os elos de maior impacto financeiro, o supply chain aparece como o mais sensível, especialmente no planejamento de safra e na logística, devido à combinação de variáveis climáticas, armazenagem e custos. A previsibilidade, a integração e a capacidade de resposta rápida são determinantes para ganhos expressivos na prática.
Entretanto, Okuda ressalta que a escalabilidade depende de três pilares: conectividade, capacitação e governança. “De nada adianta ter sinal no campo se não houver quem saiba transformar dados em ação, e sem infraestrutura suficiente para sustentar as ferramentas”, alerta o executivo.
No olhar para o futuro, a fala de Okuda aponta uma transição da IA que apenas recomenda para a IA que age, com agentes autônomos que operam irrigação, dosagem de insumos e até ordens de compra. A IA generativa também amplia o acesso à inteligência analítica, permitindo perguntas em linguagem natural e respostas mais acionáveis, pesando na tomada de decisão estratégica do produtor.