Pesquisadores da Universidade de Stanford anunciaram a criação dos primeiros vírus biológicos com genomas inteiramente projetados por inteligência artificial, um marco tecnológico que também desperta fortes debates sobre biosegurança. Em testes, o estudo resultou em 302 vírus bacteriófagos, com 16 demonstrando a capacidade de infectar e eliminar a bactéria E. coli.
Enquanto a ciência avança, o setor de tecnologia e segurança encara o lado sombrio: o Brasil registra 2.721 ataques cibernéticos por semana, 40% acima da média global, conforme dados recentes. A pesquisa também revela que 77% dos ciberataques direcionados a empresas brasileiras já incorporam algum nível de IA em sua execução.
Os malwares alimentados por IA atuam de forma diferente das ameaças tradicionais: com aprendizado de máquina, eles analisam defesas, modificam seu código e criam variantes não reconhecidas por assinaturas, facilitando campanhas de phishing hiperpersonalizadas e uso de deepfakes para fraudes corporativas.
O impacto é financeiro e operacional: interrupções, danos à reputação e custos de recuperação elevam o patamar das crises. Ransomwares potencializados por IA conseguem priorizar dados de maior valor para a organização, aumentando o resgate e dificultando o rastreamento.
Especialistas defendem que a resposta deve usar IA como ferramenta de defesa — com detecção baseada em machine learning e estratégias de zero trust. Investir em capital humano e instituir regulamentação e governança para IA podem ajudar a equilibrar inovação com segurança, segundo analistas e CISOs.