Em Barcelona, Vivak Badrinath, diretor executivo da GSMA, apresentou três grandes desafios colocados à indústria de telecomunicações neste momento.
5G Standalone está no centro do debate: a transição completa para redes 5G SA ainda registra pouca adesão, especialmente na Europa. Segundo a GSMA, operar redes 5G SA pode representar até 8% de receita adicional, ou cerca de US$ 127 bilhões em valor global.
Como referência, o leilão de espectro brasileiro de 2021 exigiu que operadoras tivessem uma parcela mínima de ERBs 5G Standalone, e as operadoras ainda demonstram relutância para ampliar a cobertura além do mínimo regulatório.
Transição para IA é o segundo desafio. A GSMA aponta limitações dos modelos de linguagem atuais, com linguagens pouco representadas e capacidades insuficientes para atender às necessidades das telcos. Em resposta, a GSMA lançou a iniciativa Open Telco AI para coordenação entre operadoras.
Segurança e combate a golpes digitais fecham o trio: o custo estimado é de US$ 442 bilhões em perdas anuais para consumidores e empresas. A GSMA ressalta ainda a importância da soberania com padrões globais e escala de mercado para evitar fragmentação.
Vivek Badrinath também defende que o ecossistema de conectividade só chegou ao estágio atual graças aos padrões globais de tecnologia, à escala de equipamentos e a um ecossistema de inovação global. O recado aos movimentos protecionistas é claro: a cooperação internacional é fundamental para manter a evolução da conectividade.