Para o Idec, a resposta da ANPD, da Senacon e do Ministério Público Federal (MPF) à denúncia apresentada sobre a ferramenta Grok, integrada à plataforma X, não tratou o caso como uma emergência que exige ação imediata.
O Idec afirma que as recomendações enviadas aos responsáveis pelo X ignoram a gravidade dos milhares de casos de uso indevido de dados pessoais, inclusive de crianças e adolescentes, na geração de imagens sexualizadas pela Grok.
Os órgãos, segundo o Idec, adotaram uma abordagem meramente burocrática, limitando-se a emitir recomendações enquanto a ferramenta continua operando normalmente.
Essa postura é descrita pela entidade como uma falta de rigor diante de violações que envolvem dados sensíveis, destacando que cada dia sem medidas cautelares facilita novas infrações.
Na última semana, o Idec protocolou a denúncia a diversos órgãos, apontando que Grok tem sido usado para gerar, editar e difundir imagens sexualizadas não consentidas, incluindo deepfakes envolvendo pessoas reais, algumas menores de idade, sem salvaguardas de segurança ou consentimento.