O crescimento da adoção de IA em setores estratégicos amplia oportunidades, mas também traz riscos, conforme a colunista Alessandra Montini. A aceleração dessas tecnologias vem transformando economia, administração pública e serviços digitais, elevando a importância da governança da IA e da transparência algorítmica nas agendas globais.
Entre os marcos regulatórios, destaca-se o EU AI Act, que classifica aplicações por nível de risco e exige maiores controles para usos de alto risco, fortalecendo a necessidade de governança, gestão de riscos e transparência em organizações públicas e privadas.
A governança de IA envolve princípios, estruturas institucionais, processos e mecanismos de controle destinados a orientar o desenvolvimento e uso responsável das soluções, assegurando ética, segurança, transparência e respeito aos direitos fundamentais, com responsabilidades bem definidas e auditorias periódicas.
A transparência algorítmica é um pilar da governança tecnológica, requerendo documentação de modelos, explicabilidade, rastreabilidade de dados de treinamento e divulgação de limites e riscos; sem transparência, a confiança pública e a responsabilização institucional ficam comprometidas.
Riscos persistem, incluindo alucinações algorítmicas, vieses e riscos de privacidade e segurança de dados. Regulamentações emergentes, além do EU AI Act, como diretrizes da OCDE, promovem IA confiável e responsável, consolidando 2026 como ano de avanço em governança e transparência globais.