Gina Marques Duarte assume a liderança da EAF a partir desta sexta-feira (09/01), substituindo Leandro Guerra, que esteve à frente da entidade desde a sua estruturação. A troca está alinhada à nova governança da EAF e à redução da participação das operadoras no controle da instituição.
Foi criado um conselho gestor indicado pelo presidente do Grupo de Acompanhamento da Implantação das Soluções para os Problemas de Interferência na faixa de 3.625 a 3.700 MHz (Gaispi). O novo colegiado passa a contar com o conselheiro Edson Holanda, substituindo a participação anterior das operadoras, lembrando que Guerra foi indicado por elas.
Com sólida atuação no setor de telecomunicações, Gina Duarte traz passagem por operadoras como Claro, Telefônica e Brasil Telecom, além de experiências em Ambev, Grupo Solvi e Postal Saúde. Sua formação é em Engenharia Eletrônica, com MBA em Finanças pelo IBMEC e pós‑ MBA em Governança Corporativa pela Saint Paul Escola de Negócios, com extensão na London School of Economics. Ela também cursa mestrado em Gestão e Políticas Públicas na FGV-SP.
Ao assumir, Gina enfatiza a maturidade do modelo institucional da EAF e aponta o foco nos próximos passos: ampliar conectividade significativa e garantir que os projetos gerem impacto real na vida das pessoas. “Assumo este desafio com a convicção de que o modelo de entidades privadas voltadas à execução de políticas públicas é um caminho sólido e eficiente, especialmente quando alia governança, agilidade e resultados”, afirmou.
Entre as ações previstas, a nova CEO destaca projetos de alcance nacional voltados à inclusão digital e social, como o Brasil Antenado — que garante TV aberta e gratuita para famílias cadastradas no Cadastro Único em locais sem cobertura de TV terrestre — e o Norte Conectado, que visa implantar fibra óptica subfluvial na Amazônia Legal, conectando municípios, comunidades ribeirinhas e povos indígenas, com menor impacto ambiental.
Leandro Guerra, que veio da TIM, deixa a EAF após ter atuado desde a fase de estruturação da entidade. Em declaração, ele apontou conquistas importantes: antecipar em mais de um ano a liberação da faixa de 3.5 GHz, viabilizar o 5G no país e ampliar a rede de infovias estratégicas na Amazônia. “Foi um período de construção intensa, marcado pelo trabalho coletivo de uma equipe qualificada e pelo compromisso com entregas de qualidade, celeridade e responsabilidade pública”, ressaltou.