O Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST) atingiu em 2025 a marca de 3,2 bilhões de reais em investimentos aprovados para projetos de conectividade no Brasil. Os recursos, geridos pelo Ministério das Comunicações, foram aplicados em diversas modalidades — reembolsáveis, não reembolsáveis e FUST Direto — com foco na inclusão digital, na expansão da infraestrutura de telecomunicações e no apoio a prestadoras de pequeno porte.

Entre as frentes, destaca-se a conectividade em escolas públicas: segundo dados oficiais, 17 mil escolas estão sendo conectadas, com impacto direto sobre milhares de estudantes em todo o país. No conjunto das ações financiadas, o FUST viabilizou a instalação de 8 mil quilômetros de fibra óptica e o atendimento de 770 mil lares, distribuídos por 538 municípios e 679 favelas em todas as regiões.
Além da educação, os recursos do fundo foram direcionados ao fortalecimento de pequenos provedores de internet, especialmente em áreas remotas, rurais e com menor atratividade econômica. Do total de operações aprovadas, 90% tiveram como destinatários ISPs de pequeno e médio porte. Em 2025, 79 empresas receberam apoio, número superior ao triplo do registrado em todo o ano de 2024. Desde setembro de 2023, 104 empresas de telecomunicações já acessaram linhas do fundo.
Apoio emergencial no Rio Grande do Sul
Em 2025, o FUST também foi utilizado em caráter emergencial para a reconstrução da infraestrutura de telecomunicações no Rio Grande do Sul, após enchentes registradas em maio. Foram destinados 322 milhões de reais em crédito emergencial, beneficiando 85 pequenos provedores que atuam em 350 municípios. O Ministério das Comunicações informou que a medida possibilitou o restabelecimento de mais de 790 mil acessos à internet, considerados essenciais para a retomada de serviços públicos, atividades econômicas e comunicação da população.
O FUST é gerido pelo Conselho Gestor do FUST (CG-FUST), vinculado ao Ministério das Comunicações, e tem como finalidade apoiar projetos de inclusão digital e expansão da infraestrutura de telecomunicações, especialmente em regiões com menor oferta de serviços. Em 2025, a combinação entre apoio a ISPs regionais, financiamento de redes e ações emergenciais consolidou o fundo como um dos principais instrumentos federais de política pública para conectividade no país.