A Europa planeja triplicar seus investimentos em cloud soberana entre 2025 e 2027, passando de US$ 6,7 bilhões para mais de US$ 23,1 bilhões, segundo projeções da Gartner.
Esse impulso, alimentado por tensões geopolíticas e pela busca por soberania tecnológica, deverá colocar o continente em segundo lugar no gasto global com infraestrutura cloud local, ultrapassando a América do Norte já em 2027. A projeção aponta crescimento de 244% em IaaS no período.
Em 2026, a Europa deverá registrar um salto de 83% nos investimentos, atingindo US$ 12,6 bilhões, conforme dados citados pela Gartner; a Forrester estima que os gastos totais em tecnologia cheguem a €1,5 trilhão na região, com a cloud soberana ganhando participação cada vez maior.
Apesar do volume, a migração de cargas existentes será gradual. Estima-se que apenas 20% das cargas de trabalho atuais migrem para provedores locais até 2029, com governos, indústrias reguladas e serviços de infraestrutura crítica na vanguarda dessa transformação.
A adoção abre oportunidades para provedores europeus locais, como OVHcloud e STACKIT, que disputam participação de mercado frente aos gigantes globais. O movimento também impõe a chamada geopatriation, levando hyperscalers a adaptar ofertas a requisitos de soberania por país.
A agenda regulatória europeia ganha importância com frames como NIS2 e EUCS, que impõem padrões de proteção de dados, certificação e auditoria para infraestrutura crítica. Executivos precisam planejar a integração entre cloud soberana e ambientes híbridos, além de investir na capacitação de talentos locais para sustentar o ecossistema tecnológico europeu.