A Federal Communications Commission (FCC) incluiu na Covered List os roteadores de consumo produzidos no exterior, reforçando a avaliação de riscos à segurança nacional e à proteção dos cidadãos. Com a atualização, modelos recentes que cheguem ao mercado americano não poderão receber autorização da FCC para importação, comercialização ou venda.
A decisão foi anunciada pela própria FCC em comunicado classificado como anúncio não oficial de ação da comissão, após uma determinação de um grupo interagências do Executivo americano convocado pela Casa Branca e composto por especialistas em segurança nacional. Segundo o documento, esses equipamentos representam vulnerabilidades na cadeia de suprimentos e possuem um risco cibernético grave, com potencial de atingir infraestrutura crítica.
Segundo a FCC, a medida não afeta roteadores já adquiridos por consumidores nem impede varejistas de continuar vendendo ou anunciando modelos que já tenham sido autorizados anteriormente no processo de equipment authorization da agência. A restrição vale apenas para novos modelos enquadrados na atualização da Covered List.
O documento cita ataques cibernéticos e a vulnerabilidade da cadeia de suprimentos, associando os equipamentos a ações identificadas como Volt, Flax e Salt Typhoon, considerados ofensivas contra infraestrutura crítica dos Estados Unidos. A administração também cita trechos da Estratégia de Segurança Nacional de 2025 para enfatizar a necessidade de reduzir dependência de potências externas para componentes essenciais à defesa e à economia.
Há espaço para exceções: dispositivos que obtenham Conditional Approval do Department of War (DoW) ou do Department of Homeland Security (DHS) podem ser autorizados, desde que esses órgãos concluam que o roteador não apresenta risco inaceitável. O presidente da FCC, Brendan Carr, elogiou a decisão e a inclusão dos roteadores produzidos no exterior na Covered List.
A FCC também ressaltou que, em decisões anteriores, já havia ampliado a Covered List para drones e, desde então, acrescentou sistemas de aeronaves não tripuladas e componentes críticos produzidos em país estrangeiro, com exceções específicas previstas até 1º de janeiro de 2027.