Durante o Mobile World Congress (MWC) 2026, em Barcelona, Margherita Della Valle, CEO da Vodafone, afirmou que o espaço representa uma grande fronteira tecnológica que pode se tornar um ‘Velho Oeste’ se não houver regras internacionais claras para comunicações via satélite.
Ela destacou que é possível colocar antenas no espaço e manter a conectividade onde quer que as pessoas estejam, abrindo caminho para que a IA se integre ao mundo físico por meio de veículos, sensores e dispositivos móveis conectados de forma ubíqua.
A executiva reforçou a necessidade de cooperação entre nações para estabelecer regras que protejam os clientes e impeçam decisões isoladas de operadoras que prejudiquem o conjunto do setor.
No mesmo evento, a Vodafone anunciou expansão no segmento espacial com a AST SpaceMobile, via Satellite Connect Europe, para atender mercados da Europa e da África. A iniciativa já firmou parcerias com Telefónica (Espanha) e Orange (França), com a construção de estações terrestres em cinco países europeus.
A operadora também firmou contrato para utilizar a rede de satélites de baixa órbita Amazon Leo, ampliando o alcance para operações na Europa e na África.
Além do Satellite Connect Europe, a Vodafone busca oferecer serviços via satélite direct-to-device (D2D) com a rede AST SpaceMobile, sob jurisdição europeia, com as primeiras parcerias já anunciadas pela operadora.
Em um panorama internacional, o mercado de comunicações via satélite continua dominado por empresas dos EUA, com destaque para a Starlink, o que realça a importância de acordos multilaterais e regras comuns para evitar tensões entre blocos de poder e acelerar a conectividade global.