A Eletronet revelou a mudança de marca, vinculando o movimento a uma nova fase operacional com expansão de infraestrutura e lançamento de serviços adicionais. A empresa mantém a atuação neutra no atacado, atendendo operadoras, provedores e data centers, enquanto planeja ir além da simples oferta de conectividade.
O ciclo de investimentos indicado pela companhia soma R$ 157 milhões. Atualmente, a Eletronet informa operar 18 mil quilômetros de fibra óptica em 18 estados e 170 edge data centers, com metas de encerrar 2026 com 26 mil quilômetros de rotas em 23 estados e 255 edge data centers.
A mudança de identidade visual não é encarada apenas como estética. Em entrevista, o CEO Rogério Garchet afirmou que o reposicionamento acompanha alterações na estrutura interna, incluindo a criação de uma área dedicada à inovação e a implementação de soluções de IA para recrutamento, além de diversos projetos de IA voltados ao mercado.
Fora do core, a Eletronet pretende ampliar frentes adjacentes ao negócio principal, mantendo a neutralidade no atacado e buscando atuar como hub para operadoras oferecerem serviços ao cliente corporativo ou a pessoas físicas, sem competir diretamente com o mercado final.
Em termos de expansão geográfica, a empresa já tem conexão com os Estados Unidos e planeja alcançar cinco novas fronteiras: Chuí (ligações com o Uruguai), Foz do Iguaçu (acesso à Argentina e Paraguai) e Assis Brasil, no Acre (conexão com Bolívia e Peru). A marca, portanto, funciona como a face pública de uma estratégia mais ampla: manter a infraestrutura óptica e o trânsito IP como base, ao mesmo tempo em que se prepara para uma nova oferta de serviços.