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Cultura de Segurança: não nasce do treinamento

Image © Itshow
Treinamento eleva conhecimento, mas não transforma a organização em uma cultura de segurança. Este texto repensa os pilares, métricas e a relação entre liderança, accountability e comportamento real.

Organizações costumam investir pesadamente em treinamentos, campanhas de conscientização e simulações de phishing, com taxas de conclusão acima de 95%. Ainda assim, incidentes graves continuam ocorrendo, pois conhecimento não equivale a cultura. A cultura de segurança é um conjunto de comportamentos enraizados em normas sociais, liderança visível e accountability compartilhada.

Para sair da armadilha de acreditar que “treinamento basta”, é necessário entender a diferença entre tática e estratégia. Treinamentos são táticos: entregam conteúdo, testam retenção e medem resultados em ciclos definidos. Cultura de segurança, por sua vez, é estratégica: molda decisões do dia a dia, influencia prioridades de negócio e persiste quando ninguém está avaliando.

Os quatro pilares da cultura de segurança—Tone from the Top, normas sociais, accountability com psicologia e empoderamento com segurança psicológica—precisam ser cultivados juntos. Exemplos práticos incluem a adoção de momentos de segurança em reuniões do topo, reconhecimento público de comportamentos seguros, diferenciação entre erro e negligência, e a criação de canais de reporte sem fricção.

Como integrar programa de conscientização e cultura de segurança em uma estratégia única? A recomendação é clara: não competir, mas complementar. Abaixo, um roteiro em 5 passos para alinhar métricas, ampliar a cultura, ajustar incentivos, instituir rituais duradouros e tornar a liderança protagonista:

  1. Alinhar métricas aos dois objetivos: medir tanto o desempenho do programa (conclusão, cliques, retenção) quanto a saúde da cultura (segurança psicológica, velocidade na escalonamento de incidentes, OKRs de liderança).
  2. Usar o programa como amplificador de cultura: incluir casos reais anonimizados, exibir como líderes agiram e valorizar comportamentos que evitaram grandes prejuízos.
  3. Conectar incentivos: inserir segurança nas avaliações de líderes e reconhecer comportamentos seguros em planos de reconhecimento e recompensa.
  4. Criar rituais permanentes: retrospectivas sem blame, sessões abertas com o CISO e atualizações semanais de ameaças como prática contínua.
  5. Envolver a liderança como protagonista: lideranças devem narrar treinamentos, participar de simulações e discutir risco em suas áreas.

O “teste da cultura real” pode ser simples: pergunte sobre como reagiriam a uma vulnerabilidade crítica no final de sexta-feira, como agiria um executivo ao tentar liberar acesso irregular e se os colaboradores sabem por que políticas existem. Respostas inconsistentes indicam que o equilíbrio entre compliance e internalização precisa ser revisto.

Em resumo, a cultura de segurança não substitui programas de conscientização, mas estas ausências não substituem a cultura. O caminho é uma orquestra completa, onde o maestro é a liderança e cada instrumento, uma prática sustentável. O resultado é uma organização mais resiliente, capaz de manter a segurança mesmo quando ninguém está olhando.

 

Itshow

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