O processo de falência da Serede, empresa de manutenção de redes da Oi, continua impactando 4.759 trabalhadores, com os efeitos da paralisação se estendendo ao fim do ano passado, quando a massa falida recebeu autorização para desligar os empregados.
A Federação FITTLIVRE protocolou embargo de declaração na 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, buscando que a juíza Simone Gastesi Chevrand supra lacunas na decisão de falência que não previram desdobramentos para proteção dos empregados e do patrimônio da empresa.
Em conversa exclusiva com o Convergência Digital, as federações relataram uma reunião com a administração da massa falida. A administradora judicial Tatiana Binato se comprometeu a pleitear autorização judicial para localizar soluções aos impasses enfrentados pelos trabalhadores.
Entre as pendências estão: pensões judiciais descontadas e ainda não pagas para pensionistas; empréstimos consignados não quitados; plano de saúde descontinuado por inadimplência; e a falta de um encerramento formal do atendimento e contas do FGTS incompletas.
Além disso, trabalhadores denunciam a ausência de regras claras para devolução de veículos da Serede às locadoras, o que resultou em episódios com as locadoras, que tentaram recolher os carros de forma irregular, sob risco de penalidades para o trabalhador. Equipe sindical afirma que a devolução deve ocorrer sem penalidades e relata indefinição sobre a restituição de materiais, equipamentos e ferramentas de trabalho.