A Copel investiu R$ 15 milhões para montar uma rede privativa de telecomunicações que conecta a infraestrutura de campo — subestações, religadores e medidores inteligentes — às equipes do Centro de Operações, em Curitiba. A rede permite visualizar em tempo real o que ocorre na rede de energia e operar equipamentos à distância, reduzindo o tempo de interrupções no fornecimento.
A implantação teve início em 15 municípios da região metropolitana de Curitiba e deverá ser expandida para o restante do Estado. A Hughes foi contratada como integradora para viabilizar a implantação, que envolveu 14 fornecedores diferentes e exigiu cooperação da Copel para as liberações de obras, concluindo o trabalho em menos de quatro meses.
Para o superintendente Sérgio Milani, ter um sistema próprio é fundamental, especialmente em tempos de mudanças climáticas e da necessidade de restaurar a rede em tempo real. “A cobrança existe do regulatório, do consumidor. A rede própria nos dá uma segurança maior. As redes públicas também sofrem com as mudanças climáticas. Mas vou continuar contratando links públicos. Preciso de redundância”, disse Milani durante o UTCAL 2026.
O executivo também comentou o uso da faixa de 450 MHz. Milani defende a concessão da faixa às empresas de energia, afirmando que “já há um ecossistema pronto para o 450MHz” e que, na faixa de 410 MHz, não há ecossistema. “Tudo ficará mais caro e mais demorado. Ter redes em tempo real é um serviço ao cidadão”, destacou.
A Copel também comemora a implantação de mais de 2 milhões de medidores inteligentes no Paraná. Inicialmente, a comunicação entre os smart meters e a rede ocorre por rádio em 900 MHz; em 2026, a companhia diz que o ano é de observação, não de expansão, dado o contexto de revisão tarifária, com mais medidores previstos no futuro.
A Hughes, que passou a atuar como integradora, ressaltou que reuniu 14 fornecedores para uma rede de missão crítica e destacou a necessidade de agilidade e coordenação entre as partes. Embora o projeto da Copel seja em 450 MHz, a Hughes se posiciona como agnóstica quanto às faixas, citando projetos em 2,3 GHz, 900 MHz e 5G, prontos para atender a diferentes demandas dos clientes.