A Claro divulgou em seu Relatório de Impacto 2025 que encerrou o ano com 122 usinas de energia limpa, respondendo por mais de 80% do consumo necessário para a operação da empresa no Brasil. Ao longo de 2025, a operadora inaugurou 18 novas usinas, ampliando a base de geração do programa Energia, criado em 2017. Hoje, o conjunto é composto por 109 usinas solares, 7 hidrelétricas, 4 de cogeração qualificada e 2 de biogás.
A sétima usina solar do projeto foi inaugurada em Guaíba, no Rio Grande do Sul, entre as unidades abertas no último ano. Além disso, o relatório aponta iniciativas de operação de rede, como a meta de ter 78% da frota abastecida apenas com etanol em 2025 e as metas de redução de emissões de gases de efeito estufa até 2030: cortes de 52% nos escopos 1 e 2 e de 14% no escopo 3 (em comparação a 2019).
Rede reforçada para a COP 30
O documento detalha investimentos para Belém, onde a Claro atuou como fornecedora oficial de conectividade do evento. A operadora informou que expandiu a rede com novos sites 5G em mais de 20 locais estratégicos, aumentou a capacidade das redes 4G/5G, instalou links dedicados de 40 Gb com proteção Anti-DDoS e disponibilizou pontos de internet de 1 Gb na área da conferência.
Também foram citadas a ampliação do sistema de internet indoors no Hangar do Centro de Convenções, o reforço de sinal em áreas como a UFPA, a Base Aérea de Belém e o Porto de Outeiro, além da implantação da Infovia 03, fibra óptica subaquática que conecta Belém. A Claro afirma que a infraestrutura deixou legado de cobertura ampliada e melhoria de qualidade de serviço na capital paraense após o evento.
Centro de pesquisa em 5G e IA
Na frente de inovação, o operador informou a criação de em 2025 um centro de pesquisa com foco em 5G e IA generativa, em parceria com a USP e a Fapesp. A iniciativa deverá reunir mais de 100 pesquisadores, começar com cerca de 40 projetos e receber mais de R$ 40 milhões em investimentos ao longo de cinco anos. O centro atuará em smart cities, indústria 4.0 e agrotech, contando com a participação de nove instituições parceiras, entre elas o IPT e o SENAI-SP, com o laboratório de testes em São Paulo, na Cidade Universitária.
O relatório, ainda que centrado em sustentabilidade, responsabilidade social e governança, evidencia um esforço da Claro em associar a agenda ESG à operação de telecomunicações, à expansão de capacidade de rede e ao desenvolvimento de aplicações em novas tecnologias.