A Claro Participações aprovou, em 29 de dezembro de 2025, um aumento de capital de R$ 7,48 bilhões. A operação será realizada por meio da capitalização de lucros apurados ao longo de 2025, da reserva legal e das reservas de lucros acumuladas da empresa, sem emissão de novas ações.
A medida foi aprovada pelo Conselho de Administração com base no balanço intermediário de 30 de novembro de 2025. Segundo o documento, o lucro acumulado até então somava R$ 2,02 bilhões, enquanto a reserva legal era de R$ 331,32 milhões e a reserva de lucros atingia R$ 5,65 bilhões.
Com a capitalização, o capital social da Claro passará de R$ 11,71 bilhões para R$ 19,2 bilhões, distribuídos em 251.307.342.891 ações ordinárias. A ata registra aprovação unânime dos conselheiros presentes — Antonio Oscar de Carvalho Petersen Filho e Roberto Catalão Cardoso — autorizando a diretoria a implementar a medida.
No terceiro trimestre de 2025 (3T25), a Claro Brasil registrou receita total de R$ 13 bilhões, alta de 5,4% em relação ao 3T24, com EBITDA de R$ 5,93 bilhões e margem de 45,4%. O EBIT somou R$ 2,75 bilhões, crescimento de 11,8% na mesma base de comparação.
Dados da Anatel apontam que, até agosto de 2025, a Claro manteve 33% de participação no mercado móvel e 26% de market share na banda larga fixa. Ainda no âmbito de serviços, a operadora anunciou uma parceria com a OpenAI para disponibilizar o ChatGPT Plus aos clientes do Claro Multi, como parte de um projeto de IA integrada aos serviços digitais da companhia.
A Claro pertence ao grupo América Móvil, do bilionário mexicano Carlos Slim, fortalecendo assim a presença brasileira do grupo na indústria de telecomunicações.