A Brisanet detalhou seus planos para entrar no Centro-Oeste em 2026, anunciando a construção de uma rede móvel em 120 cidades, distribuídas quase igualmente entre Goiás e Mato Grosso do Sul, com prioridade para municípios com menos de 30 mil habitantes.
A ativação comercial está prevista para começar em julho, em etapas, e o ciclo completo deve ser finalizado entre outubro e novembro. O objetivo é gerar receita comercial já a partir do primeiro lote de cidades ativadas.
O modelo de operação seguirá o padrão já adotado no Nordeste: infraestrutura própria, com torres de propriedade da Brisanet. A empresa informou que iniciou trabalhos na região em janeiro e que, em abril, começou a construção de torres e subtorres.
A Brisanet elevou o compromisso formal da Anatel de 115 para 120 cidades, justificando que em alguns casos uma cidade em um aglomerado recebeu a célula completa para atender a demanda.
O executivo José Roberto Nogueira destacou que o ticket médio inicial deverá ficar acima do observado no Nordeste. Além disso, a empresa não levará backbone próprio para as cidades do Centro-Oeste, optando por backbone com redundância em cada local, com acordos de acesso já firmados. Grande parte do equipamento já está comprado.
Sobre o impacto financeiro, a administração informou que o EBITDA de 2026 deve ficar em nível semelhante ao de 2024, devido aos custos pré-operacionais de uma nova operação. O CAPEX previsto fica na ordem de R$ 700 milhões, alinhado ao registrado em 2025.